Percentual de empresas que pretendem criar empregos cresce no 2º trimestre de 2018, mas maioria prevê estabilidade, mostra pesquisa

maioria das empresas pretende manter estável sua equipe no segundo trimestre do ano, enquanto 16% pretendem abrir mais vagas e 6% querem diminuir seu quadro de funcionários, de acordo com uma pesquisa da consultoria ManpowerGroup divulgada nesta terça-feira (13).

A consultoria questionou 850 empregadores no Brasil sobre a variação no total de colaboradores na empresa nos próximos três meses, em comparação ao mesmo período anterior (veja resultado abaixo).

Histórico da expectativa de emprego no Brasil

PeríodoAumento (%)Diminuição (%)Sem Mudança (%)Não Sabe (%)
Abr-Jun 2018166726
Jan-Mar 2018138727
Out-Dez 20171211698
Jul-Set 20171211716
Abr-Jun 20171515655

A consultoria avaliou o resultado como positivo, já que mostram um aumento do percentual de empresas que querem contratar e uma diminuição daquelas que querem cortar vagas na comparação com os trimestres anteriores.

“A pesquisa já demonstra um quadro de estabilidade desde 2017. Agora estamos voltando para um nível de otimismo que começa a gerar um cenário mais favorável para a criação de emprego”, afirma Nilson Pereira, CEO da Manpower.

Segundo ele, a recuperação da economia brasileira está em curso e alguns setores já voltaram a contratar, como o agronegócio e a indústria. As grandes empresas estão mais otimistas e devem voltar a contratar mais rápido. “A recuperação econômica que já aparece nas grandes empresas demora um pouco mais para ser sentida pelo pequeno empresário”, disse Pereira.

Expectativa de mudanças na equipe, por tamanho de empresa

Número de funcionáriosAumento (%)Diminuição (%)Sem mudança (%)Não sabe (%)
Até 1098812
De 10 a 49108784
De 50 a 249126757
Acima de 250284599

Entre os estados do Brasil, o destaque positivo é o Paraná, que tem a maior perspectiva de contratação, puxado pelo crescimento do agronegócio e indústria. Já o Rio de Janeiro é o destaque negativo, diante da crise no estado e dos desafios ainda presentes no setor de petróleo e na construção civil, setores que predominam na economia carioca.

Mais contratações que demissões

Para medir o aquecimento do mercado de trabalho, a consultoria avalia a diferença entre o percentual de empregados que prevê aumentar o número de vagas e aqueles que pretendem reduzir em determinado período, em um indicador chamado de expectativa líquida de emprego.

Quando o número é positivo, a quantidade de empresas que quer contratar mais pessoas é maior do que aquelas que querem cortar sua equipe. E quanto maior esse índice, mais aquecido está o mercado de trabalho de um país.

Dentro desse indicador, o Brasil apresenta as mais fortes intenções de contratação dos últimos três anos, de 8%, com uma melhora de 2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e, de 11 pontos, na comparação anual.

Ranking global

Apesar da melhora, o Brasil ainda não se destaca no mundo entra as nações que mais devem gerar emprego no segundo trimestre. De 44 países no ranking, o Brasil ocupa a 25ª posição.

Croácia é o mercado de trabalho mais aquecido, seguido de Taiwan. Na lanterna global, Itália aparece com -1%, seguida por Suíça e República Tcheca, ambas com 1%.

Expectativa de Emprego Global

PaísExpectativa Líquida de Emprego Q2 2018
Croácia+29%
Taiwan+26%
Japão+24%
Hungria+18%
Estados Unidos+18%
Grécia+16%
Hong Kong+16%
Índia+16%
Turquia+16%
Canadá+14%
Portugal+14%*
Bulgária+12%
México+12%
Eslováquia+12%
Nova Zelândia+11%
Polônia+11%
Singapura+11%
Austrália+10%
Finlândia+10%
Guatemala+10%
Peru+10%
Romênia+10%
Holanda+9%
Eslovênia+9%
Brasil+8%
China+8%
Costa Rica+8%
Alemanha+8%
Israel+8%
Noruega+8%
África do Sul+8%
Argentina+6%
Áustria+6%
Colômbia+6%
Irlanda+6%
Reino Unido+6%
Panamá+5%
França+4%
Bélgica+3%
Espanha+2%
Suécia+2%
República Tcheca+1%
Suíça+1%
Itália-1%

Fonte G1