Bloqueadores se mostram como ameaça para facções

Atualmente os presídios cearenses restringem a liberdade, mas não conseguem impedir a comunicação dos internos. Mensagens, ligações e até vídeos são feitos a todo instante nas penitenciárias. O problema é conhecido pelo Governo do Estado há muito tempo, mas até hoje nenhuma medida enérgica para solucionar o problema foi tomada.

As tentativas de repressão foram respondidas com ataques e pressão dos criminosos. A onda de violência do último fim de semana seria uma resposta a uma suposta movimentação da Segurança Pública para a instalação de bloqueadores de celular nos presídios. O equipamento, segundo o Estado, representa um ponto final na farra dos telefones existente no sistema penintenciário. “Esse equipamento cria um ruído no sinal do celular, o que impede totalmente a comunicação”, explicou Emmanuel Noleto, mestre em informática.

A tecnologia não é nova e já é utilizada em outras partes do mundo, onde o aparelho tem conseguido bloquear com eficiência o sinal dos celulares e até de outros aparelhos. “Dependendo de como o aparelho é regulado, pode impedir sinal de celular, rádio e até televisão”, completou o especialista.

Para o presidente da Comissão de Direito Penitenciário da Ordem dos Advogados do Brasil, Márcio Victor Albuquerque, Governo do Estado e Federal precisam unir esforços para a implantação dos bloqueadores. Para o advogado, o importante é não deixar para amanhã, um problema que deveria ter sido resolvido há muito tempo. “Já existe uma ordem judicial obrigando o Estado a fazer isso. É preciso que o Governo cumpra e acabe com este problema de vez”, disse Márcio Victor.

 

Fonte CNEWS