Amigos de Temer deixam a cadeia por decisão do STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, revogou as prisões temporárias realizadas na Operação Skala, da Polícia Federal. O pedido de liberdade foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, nomeada pelo presidente Michel Temer no ano passado. 

As prisões foram feitas através da investigação que apura irregularidades na edição do Decreto dos Portos, assinada por Temer em maio do ano passado. O decreto teria favorecido empresas do ramo portuário.

“Desse modo, tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção das medidas, impondo-se o acolhimento da manifestação da Procuradoria-Geral da República”, escreveu o ministro na decisão.

Entre os presos, está ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes; o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Wagner Rossi; o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco; a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário; e o coronel João Batista Lima, amigo do emedebista.

O Planalto rebateu, em nota, a acusação sobre possíveis benefícios a aliados. “Tal decreto nasceu após criação de grupo de trabalho pelo Ministério dos Transportes que realizou amplo e público debate, em reuniões que ocorreram entre setembro de 2016 e maio de 2017”, diz a nota. Ainda segundo a União, “autoridades tentam criar narrativas que gerem novas acusações”. 

 

Fonte CNEWS