Ceará tem 1,7 casos de hepatite B para cada 100 mil habitantes, aponta assessora técnica da Sesa Destaque

O Ceará tem uma média de 1,7 casos de hepatite B por grupo de cada 100 mil habitantes, segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O vírus, que é transmitido, principalmente, por via sexual, ataca o fígado, mas pode ser evitado por meio da vacinação. “Por ser uma doença imunoprevenível, não era para termos mais casos desse vírus circulando no nosso País”, aponta a assessora técnica da Sesa, Nádja de Deus, em entrevista à edição desta sexta-feira, 13, do Jornal Alerta Geral (Rádio FM 103.4 – Expresso Grande Fortaleza + 25 emissoras no Interior).

Nádja lembrou que a doença está presente em todas as faixas etárias, mas ganha destaque no número elevado de jovens que, por descuido nas relações sexuais, acabam adquirindo o vírus. A assessora técnica ressalta que a vacina contra a hepatite B, desde 2016, é disponibilizada pelo Ministério da Saúde, em todas as unidades básicas de atendimento do Ceará, de forma gratuita.

Os casos registrados no Estado, contudo, não são homogêneos. Cidades como Fortaleza – com quatro casos para cada 100 mil habitantes –, Redenção, Caucaia e Maracanaú são os municípios que aparecem com mais casos de hepatites e, consequentemente, que mais preocupam a Sesa.

São consideradas hepatites, as inflamações do fígado originadas por diversos motivos, entre eles, o uso excessivo de remédios, consumo de álcool e drogas, infecção por certos tipos de vírus – caso da Hepatite B –, além da existência de doenças metabólicas, genéticas ou autoimunes.

Estudos médicos apontam que um dos principais riscos associados às hepatites é quando a doença se torna crônica – cerca de seis meses após o contágio – em virtude dos danos se tornarem inevitáveis para o fígado, causando outros problemas como cirrose e câncer.

 

Fonte Ceara Agora