Imposto de Renda: Receita está mais rigorosa com sonegações de pessoas físicas e jurídicas

Faltam poucas dias para o encerramento do prazo para entrega das declarações de Imposto de Renda (IR) 2018, correspondente ao ano de 2017. Em todo o Brasil, mais de 28 milhões de pessoas deverão entregar as informações sobre rendimentos e patrimônio à Receita Federal até o dia 30 de abril. No Ceará, são mais de 600 mil contribuintes que precisam apresentar a declaração.O auditor fiscal da Receita Federal, Vitor Casimiro, em entrevista à edição desta quarta-feira, 18

voltou a alertar sobre os cuidados que os contribuintes precisam ter na hora de declarar o Imposto de Renda.

Vitor Casimiro lembrou que a maior parte dos declarantes devem apresentar a declaração antes da próxima semana, última antes do encerramento do prazo. O auditor fiscal lembra, contudo, que 170 mil contribuintes cearenses devem declarar apenas na última hora, o que não é recomendado pela Receita Federal. Segundo Vitor, entregar a declaração antes interessa a todas as partes, já que os contribuintes, que declaram antecipadamente, também recebem a restituição de forma antecipada.

Declarar depois, explica o auditor fiscal, para quem tem o imposto para pagar, pode comprometer o pagamento do valor devido, pois o contribuinte que deixa para fazer a declaração na última semana ou no último dia, só vai saber o quanto terá que desembolsar apenas no ato da declaração. Vitor alerta que, em muitos casos, o declarante, que não tem todo o dinheiro no dia 30 de abril, acaba parcelando o IR, o que gera a cobrança de juros.

Quem precisa declarar?

O que define a obrigatoriedade da declaração é a renda obtida em 2017. Precisam declarar Imposto de Renda pessoas que se encaixam em, no mínimo, uma dessas situações: receberam acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis (que ainda não tiveram impostos pagos); R$ 40 mil em rendimentos não tributáveis ou descontados na fonte; R$ 142.798,50 de lucro em atividade rural ou que tenham propriedades de bens e direitos acima de R$ 300 mil.

Documentos necessários

Os declarantes precisam ter em mãos alguns documentos como número do CPF de dependentes; número do CPF e CNPJ de fontes pagadoras (de preferência com as notas fiscais ou documentos comprobatórios); comprovante anual de rendimentos das fontes pagadoras (no caso de salários ou serviços prestados) e comprovante de gastos dedutíveis no Imposto de Renda (como os de educação, saúde ou gastos com previdência).

Além disso, Vitor Casimiro pontua que, neste ano, a Receita anunciou mudanças para obter mais dados e para realizar o cruzamento automático das informações. O programa do Imposto de Renda agora, por exemplo, passa a contar com campos de informações complementares, que mudam de acordo com o tipo de bem. No caso de imóveis, por exemplo, é solicitada a data de aquisição, área do imóvel, registro de inscrição em órgão público e no cartório. Já para veículos, é pedido o Registro Nacional de Veículo (Renavam). O Fisco também pedirá o CNPJ da instituição financeira em que o contribuinte possui conta corrente e aplicações financeiras.

Onde declarar?

A declaração poderá ser realizada pelo programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para Android e iOS, que passa a permitir a retificação depois do envio da declaração. Outra alternativa é utilizar o serviço de mesmo nome, disponível no Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), no site da Receita, com uso de um certificado digital.

 

Fonte Alerta Geral