Brasil tem menos mortes em estradas, mas está longe da meta da ONU

O Brasil deu passos importantes para reduzir os acidentes de trânsito, mas não cumprirá as metas fixadas junto à Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir os desastres pela metade até 2020. Em 2011, quando passou a vigorar o acordo, morriam nas rodovias brasileiras, em média, 24 pessoas por 100 mil habitantes. Agora, são 18 por 100 mil.

As estatísticas mostram que entre 40 mil e 50 mil brasileiros ainda perdem a vida nas estradas todos os anos. Trata-se de uma epidemia que mata mais do que guerras como a da Síria. Diante do fracasso do Brasil e de boa parte dos países que se comprometeram com a ONU a atacar essa praga, a meta de redução das mortes no trânsito foi esticada para 2030.

Duas políticas adotadas pelo Brasil são apontadas como primordiais para evitar um quadro ainda mais assustador. A primeira, a Lei Seca, que completará 10 anos em junho próximo, conseguiu salvar 41 mil vidas desde quando entrou em vigor. A segunda é a Lei 13.103, que passou a exigir exame toxicológico para motoristas profissionais, com carteiras C, D e E. Em dois anos, cerca de 1,2 milhão de motoristas foram retirados das rodovias porque não conseguiram passar nos testes ou se recusaram a fazê-los.

 

Fonte Ceara Agora